sexta-feira, 1 de junho de 2018

A oposição de Saturno em 27 de junho 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Não resta a menor sombra de dúvidas que um dos planetas mais belos objetos de todo o Sistema Solar seja o gigantesco planeta Saturno. Ele é conhecido desde a mais remota antiguidade e a simples visão apresenta-se como uma estrela de primeira grandeza de coloração amarelada. Seus registros de ocultações pela Lua na antiguidade datam de 21 de fevereiro de 583 a.C em Atenas e a sua conjunção com Gamma Virginis (Porrima) foi registrada pelos astrônomos caldeus, na Babilônia, em 1 de março do ano 228 a.C (MOURÃO, 1982). A ocultação da estrela 28 Sagittarii por Saturno ocorrida em 02 de julho de 1989, também foi amplamente acompanhada por diversos observadores.



A região celeste a qual poderemos encontrar Saturno e bem conhecida dos astrônomos até mesmo pela quantidade de objetos Deep-Sky existentes naquela região (figura 1 e tabela 2). Assim certamente ele juntamente com as conhecidas estrelas da constelação de Sagittarius certamente estará compondo o céu com belas conjunções.

O Planeta

Saturno e integrante necessário da lista de objetos observáveis nas atividades observacionais de diversos observatórios, clubes de astronomia e planetários que realizam observação ótica também com seus visitantes. Em nossas visitas realizadas às escolas, podemos novamente apreciar o efeito Uau pelo público presente, quando os estudantes são aqueles que mais ficam admirados pela beleza deste planeta. Um exemplo claro e a fotografia realizada pelo observador brasileiro Antonio Martini Júnior (figura 2) abaixo, quando constatam isso através da ocular; com a mais absoluta certeza, será o centro das atenções neste período em qualquer Star Party.


Nesta oportunidade Saturno estará a uma distância da Terra de 9.0488903 u.a (1.353.694.714 Km), com um diâmetro aparente 18.29", magnitude visual 0.0 e a elongação obviamente de 179.15°. Você pode utilizar as efemérides (Tabela 1) para plotagem deste planeta que se encontram publicadas no Almanaque Astronômico Brasileiro de 2018 (figura 3 – ilustrativa), fazendo gratuitamente o download no seguinte link: https://goo.gl/kniuMW


Os satélites de Saturno

Além da sua fantástica visualização quando empregamos um telescópio em nossas observações o que chamará também a atenção de um observador mais atento à configuração de seus principais satélites naturais, e a correta identificação individual de satélites naquele momento sendo uma gratificante atividade; no dia de sua oposição, a figura 4 abaixo poderá ser facilmente utilizada como guia para essa finalidade, pois eles estarão no campo de visão de nossas oculares. 

 

Importância

Nestas ocasiões a observação de Saturno fica mais evidenciada e em algumas épocas temos como perceber (desde que se utilize equipamentos de abertura de 450mm ou maiores) particularidades interessantes do planeta como uma sutil diferença de cores em sua alta atmosfera; 

As oposições planetárias são uma fantástica oportunidade para todos os observadores buscarem detalhes observacionais, uma vez que poderão ser registradas mudanças interessantes no planeta. Desta forma esses registros serão bem significativos, constituindo então uma excelente oportunidade para que todos possam elaborar e manter um registro de dados destas observações.

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- _________. Da Terra às Galáxias. Ed. Vozes Ltda. 3ª Ed. revista e ampliada, 1982. 359P. 

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

A ocultação de Asellus Australis pela Lua em 16 de junho 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 16 de junho próximo e novamente este ano, a Lua +13% iluminada e uma elongação solar de 43° ocultará a estrela Asellus Australis (Delta Cancri) de magnitude 3.9 e tipo espectral K0III-IIIb (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado em grande parte das Américas.


Desta forma, os observadores localizados na América Central (Aruba, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, Rep. Dominicana, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis como também Trinidad e Tobago), poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela já na fase diurna do dia, conforme apresentado na tabela 1. 


De forma semelhante os observadores localizados na América do Norte (México e partes dos Estados Unidos), poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 2. 


Já grande parte de observadores localizados no norte da América do Sul, estarão na fase noturna ou ainda dentro da fase crepuscular vespertina. Assim esse evento será visível no Brasil, Colômbia, Equador, Suriname e Venezuela, conforme apresentado na tabela 3. 

 

Circunstâncias Gerais de visibilidade no Brasil

Não podemos deixar de mencionar ainda que além das localidades mencionadas na tabela 3, este evento também será visível em outras localidades do Brasil. Assim sendo, encontra-se disponível (figura 2 - Ilustrativa) para download no link: https://goo.gl/xbsu7q as condições de desaparecimento e reaparecimento para 365 municípios localizados nas regiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil.


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 3) com a faixa de visibilidade do fenômeno a qual abrange as respectivas regiões, ilhas e reservas naturais localizadas no Atlântico e oceano Pacífico. 


Delta Cancri

A designação de Bayer para Delta Cancri e ainda 47 Cnc para o número de Flamsteed (figura. 4) indica tratar-se de um sistema triplo (STELLE DOPPIER, 2018). São também designações para essa estrela: HR 3461, BD+18 2027, HD 74442, SAO 98087, FK5 326 e ZC 1310 (WDS, 2014). 



Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acesso em: 28 Abr. 2016.

- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

- Stelle Doppier - (Double Star Database). Available in: < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=40756> Acesso em: 10 Jan. 2018.

A ocultação de Albaldah (Pi Sagittarii) pela Lua em 28 de junho 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 28 de junho próximo, novamente este ano a Lua -99% iluminada e uma elongação solar de 171°, ocultará a estrela Albaldah (Pi Sagittarii) de magnitude 2.8 e tipo espectral F2II (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado em grande parte da superfície terrestre.

Desta forma, os observadores localizados no Oriente Médio (Israel, Jordânia e Iêmen), poderão acompanhar a fase de desaparecimento dessa estrela, conforme apresentado na tabela 1.


Já os observadores localizados na região meridional do continente africano (Angola, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Egito, Etiópia, Gabão, Gana, Mauritânia, Níger, Nigéria, Ruanda, Senegal, São Tomé e Príncipe, Togo e Uganda) em sua maioria, poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela já no período noturno, conforme apresentado na tabela 2.


Já também grande parte de observadores localizados no norte da América do Sul, estarão na fase noturna Assim esse evento será visível no Brasil, Colômbia, Suriname e Venezuela, conforme apresentado na tabela 3. 


Circunstâncias Gerais de visibilidade no Brasil

Não podemos deixar de mencionar ainda que além das localidades mencionadas na tabela 3, este evento também será visível em outras localidades do Brasil. Assim sendo, encontra-se disponível (figura 2 - Ilustrativa) para download no link: https://goo.gl/A3jc8S as condições de desaparecimento e reaparecimento para 244 municípios localizados nas regiões norte e nordeste do Brasil.


Já os observadores localizados na América Central (Aruba, Barbados, Rep. Dominicana, Guadalupe, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis, Trinidad e Tobago) na região das Antilhas, poderão acompanhar os eventos de Reaparecimento desta estrela conforme apresentado na tabela 4. 


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 3) com a faixa de visibilidade do fenômeno a qual abrange as respectivas regiões, ilhas e reservas naturais localizadas no Atlântico e oceano Pacífico. 


Pi Sagittarii

A designação de Bayer para Pi Sagittarii e ainda 41 Sgr para o número de Flamsteed (figura. 4) indica tratar-se de um sistema triplo (STELLE DOPPIER, 2018). São também designações para essa estrela: HR 7264, BD-21 5275, HD 178524, SAO 187756, FK5 720 e ZC 2797 (WDS, 2014). 


Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acesso em: 28 Abr. 2016.

- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

- Stelle Doppier - (Double Star Database). Available in: < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=79285> Acesso em: 23 Jan. 2018.

A ocultação de TYC 7381-00054-1 por (29) Amphitrite em 04 de junho2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Na madrugada de 04 de junho próximo, o asteroide (29) Amphitrite, ocultará a estrela TYC 7381-00054-1 de magnitude 12.2 na constelação de Scorpius, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).


Regiões de Abrangência 

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento iniciar-se-á junto a região equatorial do continente africano já fase diurna do dia, mas abrangendo na fase crepuscular localidades como Kinshasa  (no Zaire), Brazavile (República do Congo) e Cabinda (região exclave de Angola). Atravessando o oceano Atlântico atingindo a porção continental da América do Sul junto ao litoral do Brasil, corta vasta região do país neste sentido, atingindo a região central do território boliviano, extremo norte do Paraguai, norte do Chile (região de Arica e Parinacota) bem como ainda o extremo sul do território peruano. 

A figura 2 (Google, 2017) indica que o início da projeção da sombra, como acima mencionado recairá sobre regiões do oceano Atlântico e Pacifico, Assim sendo, toda essa região torna-se muito favorável para as observações deste fenômeno.
  

Uma vez na superfície deste continente, ela recairá sobre as seguintes regiões: Brasil: (Espírito Santo) Afonso Cláudio, Anchieta, Aracruz, Cachoeiro de Itapemirim, Divino, Guarapari, Itapemirim, Itarana, Linhares, Marechal Floriano, Marilândia, Muniz Freire, Pancas, Santa Maria de Jetibá, Serra, Sobreiro, São Domingos do Norte, São Paulo e Vitória; (Goiás) Itajá; (Mato Grosso do Sul) Aparecida do Taboado, Aquidauana, Camapuã, Campo Grande, Campo Verde, Corumbá, Inocência, Lontra, Miranda, Rio Verde de Mato Grosso, Sidrolândia e Três Lagoas; (Minas Gerais) Abaeté, Abre Campo, Aimorés, Alfenas, Alpinópolis, Araxá, Arcos, Astolfo Dutra, Bambuí, Barbacena, Barroso, Barão de Cocais, Belo Horizonte, Betim, Boa Esperança, Bom Despacho, Bom Jesus da Penha, Bom Sucesso, Cachoeira do Campo, Campo Belo, Campo do Meio, Campos Altos, Candeias, Capim Branco, Carangola, Caratinga, Carmo da Mata, Carmo do Rio Claro, Carmópolis de Minas, Cataguases, Cedro do Abaeté, Chalé, Conceição das Alagoas, Congonhas, Conselheiro Pena, Contagem, Crucilândia, Cássia, Divinópolis, Entre Rios de Minas, Ervália, Esmeraldas, Espera Feliz, Eugenópolis, Formiga, Ibiá, Iguatama, Ipanema, Ipatinga, Itabira, Itanhomi, Itaú de Minas, Itaúna, Ituiutaba, Jaboticatubas, Jequitibá, Lagoa Santa, Luz, Manhuaçu, Manhumirim, Mariana, Martinho Campos, Muriaé, Muzambinho, Nepomuceno, Oliveira, Pará de Minas, Pitangui, Ponte Nova, Porto Firme, Quartel Geral, Raul Soares, Sacramento, Samambaia, Santa Bárbara, Santo Antônio do Monte, Sete Lagoas, Simonésia, São Francisco de Paula, São Gotardo, São João Del Rei, São Sebastião do Paraíso, Tabuleiro, Taparuba, Tapuirama, Uberaba, Visconde do Rio Branco e Viçosa; (Rio de Janeiro) Bom Jesus do Itabapoana, Itaperuna, Lage do Muriaé e Varre-Saí; (São Paulo) Altinópolis, Andradina, Araçatuba, Auriflama, Barretos, Batatais, Bebedouro, Birigui, Castilho, Catiguá, Colina, Cravinhos, Fernandópolis, Franca, Guaraci, Guararapes, Guariba, Icém, Igarapava, Ilha Solteira, Ipuã, José Bonifácio, Mirassol, Morro Agudo, Nhandeara, Olímpia, Orlândia, Paulo de Faria, Pereira Barreto, Prado, Ribeirão Preto, Santa Adélia, Santo Antônio da Alegria, São Joaquim da Barra, São José do Rio Preto, Sertãozinho, Três Fronteiras, Urânia, Valparaíso e Votuporanga; Bolívia: Cochabamba, Oruro, Santa Cruz de la Sierra e Sucre. Chile: (Arica), Paraguai: Bahia Negra e San Jorge; Peru; Ilo, Pachía e Tacna.

(29) Amphitrite e TYC 7381-00054-1

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0.11 magnitude num período de tempo estimado em 20.4 segundos, sendo que a magnitude visual de (29) Amphitrite é estimada em 9.7 nesta oportunidade. Ele estará em oposição em 15 de junho próximo já dentro da magnitude visual estimada nesta época.

Em 1981 Edward F. Tedesco e Robert E. Sather do Lunar and Planetary Laboratory da University of Arizona, publicaram dados fotométricos de UBV e análises das curvas de luz observadas entre março de 1956 e maio de 1977, com a finalidade de obtenção de fase de um coeficiente linear de 0,030 = / - 0.002. Segundo a publicação Amphitrite é um objeto interessante para estudos posteriores, pois é o melhor exemplo conhecido de um grande asteroide com uma superfície muito áspera e/ou variada.

Em 1985 esse asteroide foi previamente selecionado para um sobrevoo, aproveitando a oportunidade do lançamento da sonda Galileo, entretanto essa missão não se realizou (BEGGS, 2014).

Muito pouco se sabe sobre TYC 7381-00054-1 que embora se encontre na constelação de Scorpius pderá ser facilmente localizada uma vez que o Aglomerado Aberto M6 (Borboleta) está naquela região celeste, bem como ainda o aglomerado aberto NGC6404 (Mv=10.6) e a brilhante estrela HD160748 (SAO 209176) e magnitude visual 6.4, classe e tipo espectral M1III, muito próximas definindo sua localização, conforme carta de busca apresentado na figura 3.

Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação astrométricas da Missão Gaia (http://www.cosmos.esa.int/gaia)  são: AR: 17 44 27.7287  Decl: -32 56 05.396 respectivamente. 

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017. 

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: < http://www.asteroidoccultation.com/2018_05/0522_9_55120_Summary.txt> - Acess in: 25 June 2017.

- SCHMADEL, Lutz D. Astronomical Notes. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/asna.2113070604/abstract> - Acesso em 04 mai. 2014. 

- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Aladin Sky Atlas - Acess in:  28 June 2017.

- Google Maps/Google Earth; Path <Occultation of TYC 7381-00054-1 by (29) Amphitrite on 2018 May 22> Feature: <20180522_0642.kmz> Acess in: 25 Jun. 2017.

- BEGGS, James M. JPL/NASA, Press Release #1062. Disponível em: <http://www.jpl.nasa.gov/releases/80s/release_1985_1062.html> - Acesso em 04 mai. 2014.

A ocultação de 2UCAC 21378182 por (9) Metis em 03 de junho 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Na madrugada de 03 de junho próximo, o asteroide (9) Metis, ocultará a estrela 2UCAC 21378182 de magnitude 12.0 na constelação de Sagittarius, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).


Regiões de Abrangência 

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento na fase noturna do dia, inicia-se na região meridional do continente africano; atravessando o oceano Atlântico atingindo a porção continental da América do Sul junto ao litoral do Brasil, corta vasta região o país no sentido leste-oeste, atingindo a região central do território boliviano, extremo norte do Paraguai, norte do Chile (região de Tarapacá, Arica e Parinacota) bem como ainda o extremo sul do território peruano. 

A figura 2 (Google, 2017) ilustra toda a região acima mencionada, sendo assim toda essa área torna-se muito favorável para as observações deste fenômeno.


As localidades inicialmente plotadas e em condições de observação desse evento são: Brasil: (Bahia) Amargosa, Anagé, Brumado, Buerarema, Caculé, Caetité, Camaçari, Feira da Mata, Gandu, Ibicoara, Ibicuí, Ibirataia, Igaporã, Ilhéus, Itabuna, Itacaré, Itapetinga, Ituaçu, Ituberá, Jequié, Maiquinique, Manoel Vitorino, Nazaré, Palmas de Monte Alto, Paramirim, Potiraguá, Poções, Salvador, Santo Antônio de Jesus, Ubatã, Una, Valença e Vitória da Conquista; (Distrito Federal) Brasília, Sobradinho e Taguatinga (Goiás) Anicuns, Anápolis, Aurilândia, Bela Vista de Goiás, Ceres, Cristalina, Formosa, Goianira, Goianésia, Goiás, Goiânia, Guapó, Indiara, Iporá, Jandaia, Jaraguá, Jataí, Jussara, Luziânia, Mineiros, Montividiu, Morrinhos, Mossâmedes, Novo Brasil, Padre Bernardo, Palmeiras de Goiás, Piracanjuba, Rialma, Rubiataba, Silvânia e Vianópolis; (Mato Grosso) Barra do Garças, Itiquira, Rondonópolis e São Lourenço de Fátima; (Mato Grosso do Sul) Alcinópolis, Corumbá, Coxim e Pedro Gomes; (Minas Gerais) Arinos, Águas Vermelhas, Brasília de Minas, Buritis, Coração de Jesus, Cônego Marinho, Espinosa, Formoso, Ibiracatu, Janaúba, Januária, Manga, Monte Azul, Montes Claros, Paracatu, Pedra Azul, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, Salinas, São Francisco, São João do Paraíso, Taiobeiras, Unaí e Urucuia. Bolívia: Cochabamba, Oruro, Santa Cruz de la Sierra e Sucre. Chile: (Arica e Iquique) e Peru; Ilo, Pachía e Tacna. Não foi plotado cidades ou centro urbano dentro do limite sul (3-Sigma) que abrange a região do extremo norte do Paraguai.

(9) Metis e 2UCAC 21378182

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0.17 magnitude, num período de tempo estimado em 17.4 segundos; em sua próxima oposição que ocorrerá em 16 de junho próximo, (9) Metis encontrar-se-á com uma magnitude visual estimada em 9.7 na constelação de Ophiuchus. 

Astrônomos chineses afirmam ter realmente fotografado um satélite de Metis girando em torno do asteroide com um período de 4,61 dias. A magnitude do satélite foi relatada ser mais fraca do que duas grandezas de Metis, e a separação angular foi de 1,2 segundos de arco, o que corresponde a 1100 km. Resultados semelhantes foram obtidos durante a ocultação de uma estrela secundária por astrônomos de Barquisimeto na Venezuela em 11 de dezembro de 1979. No entanto, os astrônomos americanos observaram Metis durante 1982 e 1983, quando na oposição do asteroide – a linha da Terra era perpendicular ao plano de rotação do satélite. Usando o Telescópio de Espelhos Múltiplos (Multiple Mirror Telescope) não encontraram nenhuma evidência de um satélite, mesmo sob excelentes condições de observação (SKY & TELESCOPE, 1981).

Muito pouco se sabe sobre 2UCAC 21378182 que embora se encontre na constelação de Sagittarius, poderá ser facilmente localizada uma vez que M8 (Nebulosa da Lagoa) está praticamente marcando sua localização; poderá ser utilizada também como uma referência próxima HD 162978 (SAO 185928) de magnitude visual 6.2 e tipo espectral O7.5II, conforme carta de busca apresentado na figura 3.


Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação astrométricas da Missão Gaia (http://www.cosmos.esa.int/gaia)  são: AR: 17 53 38.9895 Decl: -25 30 53.843 respectivamente. 

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017. 

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: < http://www.asteroidoccultation.com/2018_06/0603_9_55266_Summary.txt> - Acess in: 25 June 2017.

- Google Maps/Google Earth; Path <Occultation of 2UCAC 21378182 by (9) Metis on 2018 Jun 03> Feature: <20180603_55266.kmz> Acess in: 23 Jan. 2018.


- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Aladin Sky Atlas - Available in: <http://cdsportal.u-strasbg.fr/?target=2UCAC 21378182> - Acess in 28 June 2017.

- Sky & Telescope, 1981. 62, 545

O asteroide (55) Pandora em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 26 de julho próximo, o asteroide Pandora estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.970), quando então sua magnitude chegará a 11.2, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 55 Pandora foi descoberto em 10 de setembro de 1858 pelo astrônomo e padre norte-americano George Mary Searle (1839 – 1918) no Observatório de Albany. Seu nome é alusão à primeira mulher mortal enviada a Terra pela deusa do Olimpo para punir a raça dos mortais. Depois de lhe atribuírem a beleza, a graça, à audácia e a força recebeu o nome Pandora; isto é aquela que possui todos os dons, com os quais devem seduzir os mortais e conduzir-lhes à perdição. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

3 = Na carta celeste acima apresentada, encontra-se estacada a presença do asteroide (1196) Sheba; também em oposição nesta data, sua Magnitude Visual e estimada em 13.2, portanto também acessível a instrumentos de médio porte.

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (14) Irene em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 23 de julho próximo, o asteroide Irene estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.800), quando então sua magnitude chegará a 10.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 14 Irene foi descoberto em 19 de maio de 1851 pelo astrônomo inglês John Russel Hind (1823 - 1895) no Observatório de Londres. (MOURÃO, 1987).

John Russell Hind teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera de 29 Km de diâmetro e 3 Km de profundidade, localizada nas coordenadas selenográficas LAT: 07° 54' 00? S e LON: 007° 24' 00? E, foi nomeada oficialmente em 1935 como HIND, pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Hind também descobriu e observou estrelas variáveis, além de descobrir Nova Ophiuchi 1848 (V841 Ophiuchi), a primeira nova dos tempos modernos (desde a supernova SN 1604).

Esse relevo foi registrado fotograficamente em duas oportunidades pela equipe do Vaz Tolentino Observatório Lunar (VTOL), em 24 de agosto de 2012 e 01 de maio de 2013. A composição de ambas imagens poderá ser visualizada em: http://www.vaztolentino.com/imagens/7587-Cratera-HIND

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

3 = Na carta celeste acima apresentada, encontra-se estacada a presença do asteroide (563) Suleika; também em oposição nesta data, sua Magnitude Visual e estimada em 12.5, portanto também acessível a instrumentos de pequeno e médio porte.

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://www.vaztolentino.com/imagens/7587-Cratera-HIND> - Acesso: 13 Nov. 2017.

O asteroide (88) Thisbe em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 20 de julho próximo, o asteroide Thisbe estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.519), quando então sua magnitude chegará a 9.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

 
 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 88 Thisbe foi descoberto em 15 de junho de 1866 pelo astrônomo alemão Christian August Friedrich Peters (1806 - 1880) no Observatório de Clinton. Seu nome é uma homenagem a Tisbe, jovem moça da Babilônia, que foi apaixonada por Píramo. Ela cometeu suicídio em desespero, quando soube que o amante havia falecido (MOURÃO, 1987).

Christian Heinrich Friedrich Peters estudou matemática e astronomia em Berlim, tendo em seguida trabalhado nos observatórios de Copenhague e de Goettingue. Nomeado astrônomo de Nápoles (1843-1848), em seguida no de Palermo. Em 1849 parte para Constantinopla. Em 1854 partiu para EUA, onde depois de um período no serviço de reconhecimento da costa deste país, torna-se em 1858, diretor do Observatório de Clinton.

Além de traçar excelentes cartas estelares, descobriu diversos cometas e 48 asteroides. Em 1874, participou da missão norte-americana enviada a Nova Zelândia para observar a passagem de Vênus (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.


O asteroide (52) Europa em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 20 de julho próximo, o asteroide Europa estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.519), quando então sua magnitude chegará a 11.0, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 52 Europa foi descoberto em 04 de fevereiro de 1858 pelo astrônomo alemão Herman Goldschmidt (1802 - 1866) no Observatório de Paris. O nome é alusão a figura mitológica grega de Europa, filha de Agenor, irmão de Cadmo, amada de Júpiter.  (MOURÃO, 1987).

Em 12 de agosto de 2012, (52) Europa ocultou a estrela TYC 6223-00442-1, revelando ser essa um sistema binário de magnitudes 11,3 a componente primária e 12,4 respectivamente a componente secundária; já o asteroide (52) Europa tem um diâmetro médio de = 350 (± 5 km) (GIACCHINI et al, 2012).

Hermann Mayer Salomon Goldschmidt teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera localizada próxima do polo norte lunar (diâmetro: 113 Km, profundidade: 1,3 Km, coordenadas selenográficas LAT: 73° 00' 00 N, LON: 003° 48' 00 W) foi nomeada oficialmente em 1935 pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Os descobrimento de Hermann Goldschmidt são ao total 14 asteroides.

Esse relevo foi registrado fotograficamente em 07 de agosto de 2011, (22:58:02 UT). Essa imagem poderá ser visualizada em: http://vaztolentino.com.br/imagens/7590-O-grande-descobridor-de-asteroides-Hermann-GOLDSCHMIDT.

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- GIACCHINI, Breno Loureiro et al. Descoberta da duplicidade de TYC 6223-00442-1 durante uma ocultação por (52) Europa. Belo Horizonte: Ed. REA-Brasil. 2013. Disponível em: <http://www.rea-brasil.org/ocultacoes/noticias.htm> - Acesso em 08 set. 2014.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://vaztolentino.com.br/imagens/7590-O-grande-descobridor-de-asteroides-Hermann-GOLDSCHMIDT> - Acesso: 13 Nov. 2017.

O asteroide (26) Proserpina em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB

Em 07 de julho próximo, o asteroide Proserpina estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.431), quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio e pequeno porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.

 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 26 Proserpina foi descoberto em 05 de maio de 1853 pelo astrônomo alemão Robert Luther (1822 - 1900) no Observatório de Düsseldorf. Seu nome é uma alusão ã figura mitológica romana de Proserpina (equivalente à grega Perséfone), filha de Ceres que raptada por Plutão, foi morar no inferno seis meses a cada ano. Seu nome foi proposto pelo Barão Alexander Von Humbolt (1769 - 1859), notável naturalista. (MOURÃO, 1987).

Robert Luther teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera de 9 Km de diâmetro e 1,9 Km de de profundidade, localizada nas coordenadas selenográficas: LAT: 33° 12' 00 N, LON: 024° 06' 00 E. foi nomeada oficialmente foi nomeada oficialmente em 1935 como LUTHER, pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Robert Luther descobriu 24 asteroides, entre 1852 e 1890.

Esse relevo foi registrado fotograficamente em 22 de fevereiro de 2011 pela equipe do Vaz Tolentino Observatório Lunar (VTOL). Essa imagem poderá ser visualizada em: http://vaztolentino.com.br/imagens/7636-Cratera-LUTHER

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://vaztolentino.com.br/imagens/7636-Cratera-LUTHER> - Acesso: 13 Nov. 2017.

Uma viagem ao Cruzeiro do Sul, uma constelação com muitas histórias.

Nelson Alberto Soares Travnik (*)
nelson-travnik@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum

Com apenas 68 graus quadrados, ela é a menor de todas as constelações, mas uma das mais célebres que domina as noites de outono.

Até agora os historiadores não chegaram a um acordo de quem a viu pela primeira vez. Sabe-se que era vista pelos habitantes do Alto Egito (Tebas) há milênios. As principais estrelas estão catalogadas no Almagesto de Claudio Ptolomeu (85 -165 a.C.) na constelação do Centauro. Muitos navegadores a viram mas não a batizaram como Cruzeiro. É o caso dos navegadores portugueses João de Lisboa e Pero Anes que em 1506 fizeram observações do Cruzeiro em Cochim, na latitude de 10 graus. A designação tornou-se universal pelo astrônomo Johannes Bayer (1572-1625) em sua célebre obra Uranometria, atlas celeste publicado em 1603 e autor do primeiro mapa das novas constelações situadas ao redor do pólo sul celeste. Mais tarde em 1679, viu-se classificada como tal pelo astrônomo Agostinho Royer. Para alguns, foi o famoso Mestre João, astrônomo e médico da comitiva de Pedro Álvares Cabral que a viu e registrou pela primeira vez em carta enviada ao rei de Portugal Dom Manuel em 1500. Nela consta “(...) estas estrelas principalmente as da Cruz, são grandes quase como as do Carro (a Ursa Maior) (...)”.

Principais Estrelas da Constelação

A constelação do Cruzeiro do Sul, conhecida entre os astrônomos de todo o mundo por “Crux Australis”, possui estrelas notáveis pelo brilho de suas componentes e é facilmente identificável nesta época do ano. A estrela mais brilhante Alfa Crucis ou Acrux, popularmente conhecida como Estrela de Magalhães, é uma belíssima estrela azul que é tripla, distante 200 anos-luz e que representa o Estado de São Paulo no pavilhão nacional.

A segunda mais brilhante é Beta Crucis ou, Becrux também conhecida como Mimosa e que representa o Estado do Rio de Janeiro. Ela é 5800 vezes mais luminosa que o Sol! Próximo a ela existe uma estrela de fraca luminosidade, a Kappa Crucis onde situa-se um dos mais belos aglomerados abertos de estrelas chamado por J. Herschel de “Caixa de Jóias” formado por estrelas de diferentes cores e que se encontra a 7000 anos-luz! Retornando as estrelas do Cruzeiro, a terceira mais brilhante é Gama Crucis ou Gacrux que é uma gigante vermelha, dupla, conhecida como Rubídea e que representa o Estado da Bahia. É cerca de 900 vezes mais luminosa que o Sol e distante 500 anos-luz. A seguir vemos a estrela Delta Crucis, conhecida como Pálida. É também uma estrela gigante, 1900 vezes mais luminosa que o Sol e que representa o Estado de Minas Gerais em nosso pendão. Um dos aspectos que desperta atenção nessa constelação, é uma imensa região escura conhecida como “Saco de Carvão”. Em noites limpas, sem luar e isenta da iluminação das cidades, pode-se notar uma ausência quase total de estrelas entre Mimosa e a estrela de Magalhães. Isto se explica porque naquela região há uma colossal nuvem de gás interestelar que impossibilita a passagem de luz das estrelas de fundo.

O Cruzeiro do Sul está indelevelmente ligado ao descobrimento do Brasil e é detentor de uma tradição histórica, poética e religiosa. Nós brasileiros fizemos dele patrimônio nacional. 

(*) O autor é astrônomo do Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum-SP, e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Alô, tem alguém ai?

Nelson Alberto Soares Travnik
nelson-travnik-@hotmail.com
Observatório Astronômico de Piracicaba Elias Salum - SP

Há 50 anos, vibrações estelares captadas por um radiotelescópio seriam obras de ETs. Muitos acreditaram ser um código para estabelecer contato com os terráqueos.


Em julho de 1967, a irlandesa Susan Jocelyn Bell Burnell (1943 - ) detectava acidentalmente com o radiotelescópio da Universidade de Cambridge, Inglaterra, um sinal muito regular – pulsos de radiação que se sucediam a uma freqüência de um por segundo . Em parceria com seu orientador, o radioastrônomo  inglês Antony Hewish (1924 - ) pensaram num primeiro instante tratar-se de um sinal emitido por uma forma de vida extraterrestre. Essa hipótese incendiou a mente de multidões: finalmente havíamos recebido sinais dos nossos irmãos do espaço! Os sinais foram atribuídos a “pequenos homens verdes” conhecidos pela sigla LGM (Little Green Men). 

Uma outra hipótese entretanto, para explicar a regularidade precisa das emissões, era de que os sinais provinham de perturbações terrestres como o facho periódico de um farol que gira. Mas a regularidade dos pulsos demonstrou que se tratava de algo novo.

Não tardou muito para que Bell descobrisse que certos sinais pulsados de radio, chegavam com enorme precisão a cada 1,33728 segundos vindos da constelação de Vulpecula (Raposa). Outros sinais foram identificados por Hewish no centro da nebulosa do Caranguejo da constelação zodiacal do Touro. Identificado o objeto no coração da nebulosa, viu-se tratar de um novo tipo de estrela que recebeu o nome de pulsar, oriundo da contração de expressão inglesa “Pulsating Radio Sources” que equivale a ‘fonte de radio pulsante’. Coube a Thomas Gold (1920-2004) verificar que os pulsares eram estrelas de nêutrons em rotação. Identificados, eles emitem em todos os domínios dos comprimentos de onda das faixas de radio. A partir da descoberta, observações em outras faixas do espectro eletromagnético demonstrou que os pulsares podem ser observados não só em raios gama e raios X bem como em luz visível. Utilizando técnicas fotográficas ultra-rápidas, foi possível flagrar as pulsações do pulsar da nebulosa do Caranguejo. Desvendado o ‘mistério’ tornamos a ficar isolados no universo.   

O que são?

A existência de estrelas formadas basicamente de nêutrons, foi proposta em 1932 pelo físico russo Lev Davidovich Landau (1908-1968) pouco depois de se descobrir que essa partícula (juntamente com prótons e elétrons) formava o átomo. Esse modelo concebido pelo astrofísico Walter W. H. Baade (1893-1960) e pelo astrônomo suiço Fritz Zwicky (1898-1974), foi confirmado com a observação da supernova de Shelton SN 1987, em 1987, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa galáxia. Sua massa inicial estava compreendida entre 8 e 20 massas solares. Estrelas de nêutrons é, pois, a explosão final de uma estrela solitária de grande massa. Quando no momento da explosão, ela brilha com luminosidade de uma galáxia inteira! São objetos extremamente compactos e sua compacidade pode ser entendida pela densidade que é definida pela massa de um dado volume. A água por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico. A densidade do ouro é 19 vezes maior. 

Qual seria a densidade em uma estrela de nêutrons? Praticamente inimaginável. Elas tem densidade de 100 milhões de toneladas por centímetro cúbico (densidade do núcleo atômico) ! No espaço de uma colherzinha de chá por exemplo, seria algo de milhões de toneladas ! Com exceção dos buracos negros, é a maior compacidade conhecida. Isso pode ser entendido para uma estrela centenas ou milhares de vezes maiores que o Sol e que, após a explosão, converte-se a uma esfera de 20 km de diâmetro. E como explicar a vertiginosa rotação da estrela? É o que em física é conhecido como conservação de momento angular. Vejamos: uma estrela comum tem velocidade de rotação de algumas dezenas de quilômetros por segundo. A rotação das estrelas de nêutrons é algo inimaginável – a cada pulso observado ela completa uma volta e essa volta se dá a centenas de pulsos por segundo! A rotação mais rápida observada emite 716 pulsos por segundo o que significa que ele gira mais de 700 vezes por segundo em torno do seu próprio eixo! 

Mais tarde os astrônomos constataram que a maioria das estrelas de nêutrons não são pulsares pois sua emissão de radio já terminou há muito tempo, pois sua vida média é de só 10 milhões de anos a não ser que seja uma binária (duas estrelas submetidas aos mesmos laços de gravitação). A estrela de nêutron, um pulsar, é pois a resultante de uma estrela massiva que ao explodir se transforma em uma bela e grandiosa nebulosa, contendo gases, poeira e outros elementos que irão contribuir para a formação de novas estrelas e com isto sistemas planetários similares ao nosso. Nascimento, vida, morte e renascimento. Eis a tônica que prevalece no Cosmo.

A ocultação de Deneb Algedi (Delta Capricornii) pela Lua em 28 de abril 2019.

Antônio Rosa Campos Em 28 de abril próximo a Lua -36% iluminada e uma elongação solar de 74°, ocultará a estrela Delta Capricorni (Dene...