Antônio Rosa Campos
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CEAMIG – REA/Brasil – AWB
I – Introdução
Em 15 de fevereiro, teremos a ocorrência do primeiro eclipse do Sol (parcial) em 2018, cujas áreas de visibilidade (figura. 1) recai sobre regiões da Antártida, Atlântico e Pacífico Sul e também, região austral do continente sul-americano, abrangendo assim grande parte da Argentina e do Chile, sul do Paraguai, todo o território uruguaio bem como parte da região do sul do Brasil.
II – Região de Visibilidade Global
Engloba esse fenômeno também o arquipélago formado pelas Ilhas Falkland, na plataforma continental da Patagônia, Ilhas Geórgias do Sul e Sandwich do Sul (território ultramarino britânico no Oceano Atlântico Sul).
Como podemos vislumbrar na figura 2 acima, o eclipse ocorre também no hemisfério austral e em grande parte na Península Antártica e na Banquisa de Ross junto ao Oceano Glacial Antártico, uma vez no oceano pacífico sul ele não ser acompanhado em terra firme.
O instante máximo ocorre às 20:51:24 (TU); sendo apresentado abaixo as circunstâncias gerais de visibilidade para localidades na região austral do continente sul-americano.
III – Visibilidade na América do Sul
A tabela 1 abaixo apresenta as circunstâncias gerais de visibilidade para as seguintes nações na América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.
IV - O Eclipse no Brasil
Além das circunstâncias de visibilidade acima mencionadas, nas tabelas enumeradas 2, (Rio Grande do Sul: 3a, 3b) e 4 seguintes, são apresentadas as condições de visibilidade para algumas localidades no sul do Brasil; dentre elas sendo a melhor localidade o município de Jaguarão no Rio Grande do Sul, embora as condições para todos os estados estão apresentados.
Paraná
Rio Grande do Sul
Santa Catarina
V - Conclusão
A ocorrência deste eclipse certamente deixará os amigos(as) observadores(as) numa situação privilegiada dentro no que concerne a América do Sul fazendo crescer a expectativa para o Eclipse Total do Sol que ocorrerá em 02 de julho de 2019, quando então o cone de totalidade com início no sul do Oceano Pacífico cortará o território chileno tendo por término na Argentina, próximo a cidade de Buenos Aires.
Diante do exposto eles darão razão ao astrônomo norte-americano, o conhecido “caçador de eclipses” Jay Myron Pasachoff quando compara a diferença entre observar um eclipse solar parcial e um total; à sensação é de assistirmos uma ópera ou ficar do lado de fora do teatro. Não devemos pensar que Pasachoff está exagerando, entretanto o registro científico de qualquer evento astronômico, quando compartilhado é extremamente gratificante, visto que além de observador, passamos também a condição de participantes do fenômeno (CAMPOS, 2013).
Referências:
- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.
- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.
- ___________. Sky and Observers: O eclipse do Sol em 03 de novembro de 2013. Disponível em: < https://goo.gl/oqCyYQ> Acesso em 13 Jan. 2018.
- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em: <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.
- Google Maps/Google Earth; Path <Occult 4\Predictions\SolarEclipse.kmz> Feature: <-70 .506772="" kmz=""> Acesso em: 12 Jan. 2018.-70>