domingo, 2 de dezembro de 2018

O Almanaque Astronômico Brasileiro de 2019!

Nobres amigos (as)!

Novamente alegro-me em informar-lhes que já se encontra disponível para download o "Almanaque Astronômico - 2019".

O endereço é:



Neste oportunidade, eu agradeço novamente as todas manifestações recebidas e o carinho com que as edições anteriormente publicadas são recebidas, aproveitando ainda para informar que sugestões de melhoria são sempre bem recebidas e serão implementadas na medida do possível. Então para este próximo ano, elas se fazem sentir novamente devido as opiniões colhidas junto aos integrantes da Turma Apus que neste período, participaram das atividades levadas a termo pelo GREC (Grupo de Reconhecimento e Estudos do Céu), grupo que de âmbito interno do CEAMIG, tem por missão: "Criar e manter a cultura da observação e reconhecimento da esfera celeste entre os associados recém-ingressos nos quadros do Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais.“ 

Assim sendo deixo novamente registrado a minha gratidão e eterna amizade aos amigos(as): Aléxia Lage de Faria, Rodrigo de Almeida Jorge, Matheus Marotta de Oliveira, Michel Lacerda da Silva, Nilson Ussem e José Fiungo Marzano, integrantes desta jornada de estudos ao qual futuramente estarão engajados em novo ciclo de estudos. 

Bem como ainda aos demais integrantes do CEAMIG e da Rede de Astronomia Observacional (Rea-Brasil), e as pessoas de Nelson Alberto Soares Travnik, Hélio de Carvalho Vital e Ricardo José Vaz Tolentino pelo apoio e incentivo a essa publicação.

A útil plataforma de comunicação digital deste site eletrônico que permite a rápida atualização dessas postagens possibilita a disseminação em tempo hábil, que "pari passu" atua como elo valioso para consultas e complementação dos elementos deste Almanaque Astronômico que agora está disponível. 

Desta forma nossa especial atenção volta-se para os seguintes fenômenos que teremos a oportunidade de acompanhar em 2019:

a) Eclipses:
a.1) Eclipse Total da Lua em 21/01/2019,
a.2) Eclipse Total do Sol de 02/07/2019,
a.3) Eclipse Parcial da Lua em 16/07/2019;

b) Oposições planetárias:
- (1) Ceres em 29 de maio (Mv= 7.0),
- Júpiter em 10 de junho (Mv -2.6),
- Saturno em 09 de julho (Mv= 0.1),
- Netuno em 10 de setembro (Mv= 7.8) e
- Urano em 28 de outubro (Mv= 5.7).

c) Ocultações de Estrelas pela Lua:
c.1) Ocultação de 13 Sagittarii (Mv= 3.85) ocorrendo em 01 de fevereiro;
c.2) Ocultação de Al Baldah (Mv= 2.89) ocorrendo em 02 de fevereiro;
c.3) Ocultações de Tejat Posterior (Mv= 2.88), que ocorrerão em 15 de fevereiro e 26 de agosto respectivamente;
c.4) Ocultações de Nashira (Mv= 3.68), que ocorrerão em 28 de abril e 19 de julho respectivamente;
c.5) Ocultações de Ain Al Rami (Nu1Sgr – Mv= 4.83) e Ain Al Rami (Nu2Sgr - Mv= 4.99), que ocorrerão em 22 de maio e 15 de julho respectivamente;
c.6) Ocultação de Deneb Algedi (Mv= 2.87), ocorrendo em 09 de outubro;
c.7) Ocultação de Ain (Mv= 3.53) que ocorrerá em 14 de novembro;
c.8) Ocultaçào de Chow (Mv= 4.84) que ocorrerá em 01 de dezembro e
c.9) Ocultação de Al Jabhah (Mv= 3.52) que ocorrerá em 17 de dezembro.

d) Ocultações planetárias
(diurnas):
d.1.a) Vênus (Mv= -4.3) em 31 de janeiro;
d.1.b) Saturno (Mv= 0.5) em 05 de outubro;
d.2) Saturno (Mv= 0.6) em 29 de março; Mv= 0.2 em 19 de junho e novamente em 16 julho (Mv= 0.6) respectivamente. 

e) Ocultações de M44:

e.1) em 18 de fevereiro (Lua % iluminado = 96 (+) e 11 de maio (Lua % 39 (+)) respectivamente;

e.2) Ocultações de estrelas por asteroides.

Importante: Embora uma quantidade muito grande de ocultações de brilhantes asteroides e brilhantes estrelas ocorrerão na esfera celeste, fiz a inclusão de 21 ocultações muito interessantes de serem registradas devido a peculiaridade dos asteroides; assim sendo eu destaco como ápice nestas efemérides as seguintes ocorrências:

UCAC5 380-152559 (Mv= 12.1) por (45) Eugenia em 13/07/2019; ,embora seja a mais interessante sob o ponto de vista de (45) Eugenia ser um asteroide que possui 2 satélites, a ocultação recai numa área de pouca densidade demográfia.

TYC 1931-01512-1 (Mv= 10.0) por (87) Sylvia em 15/10/2019; a mais interessante uma vez que essa estrela e de fácil identificação em meio as estrelas da constelação de Cancer e (87) Sylvia ser um asteroide que possui 2 satélites: S/2001 (87) 1 = Rômulo e S/2004 (87) 1 = Remo.

f) Oposições de Asteroides

Dentre os diversos asteroides cujas respectivas condições observacionais serão favoráveis (não considerando neste texto o percentual lunar iluminado) nas respectivas oposições, destacam-se as seguintes:

f.1) - Oposição de  (7) Iris; Mag. Max. 9.4 em 05/04;
f.2) - Oposição de  (2) Pallas; Mag. Max. 7.9 em 09/04;
f.3) - Oposição de  (8) Flora; Mag. Max. 9.7 em 12/05;
f.4) - Oposição de (11) Parthenopee; Mag. Max. 9.5 em 14/05;
f.5) - Oposição de (20) Massalia; Mag. Max. 9.7 em 21/05;
f.6) - Oposição de (22) Kalliope; Mag. Max. 10.9 em 15/06;
f.7) - Oposição de (18) Melpomene; Mag. Max. 9.2 em 02/07;
f.8) - Oposição de (16) Psyche; Mag. Max. 9.3 em 07/08;
f.9) - Oposição de (21) Lutetia; Mag. Max. 9.4 em 28/09;
f.10) - Oposição de (29) Amphitrite; Mag. Max. 8.7 em 13/10;
f.11) - Oposição de  (9) Metis; Mag. Max. 8.6 em 26/10;
f.12) - Oposição de (4) Vesta; Mag. Max. 6.5 em 13/11 e
f.12) - Oposição de (97) Kloto; Mag. Max. 9.9 em 02/12.


g) Cometas

Em paridade as condições observacionais com que são analisados os asteroides, os cometas cujo periélio dar-se-ão este ano, ou ainda que estejam dentro do limite observacional dos instrumentos óticos (binóculos, lunetas e telescópios) de pequeno e médio porte, estão apresentadas as efemérides mais favoráveis. Desta forma as expectativas são:

- Cometa 46P/Wirtanen, que após seu periélio e passível de observações até fins de janeiro próximo;
- Cometa38P/Stephan-Oterma, que poderemos acompanhar dentro dos limites óticos mencionados até a primeira quinzena de fevereiro;
- Cometa C/2016 M1 (PANSTARRS), que também poderá ser acompanhado até o fim de fevereiro;
- Cometa P/2008 Y12 (SOHO), com magnitude de 12.5 já poderá ser observado a contar de 03 de julho; as efemérides apresentam-se com intervalos de 2 em 2 dias até o dia 04 de dezembro, quando então as efemérides apresentadas indicam que ele já estará pouco brilhante;
- Cometa C/2017 T2 (PANSTARRS), ao que tudo indica será bastante promissor no ano de 2020, entretanto ele já estará passível de buscas na esfera celeste a contar da segunda quinzena de setembro de 2019.

Nesta presente edição a capa ilustrativa traz a imagem em diapositivo da Placa VI realizada pelo astrônomo francês, naturalizado brasileiro Henrique Charles Morize do Eclipse Total do Sol de 29 de maio de 1919 quando a coleta de dados que colaboraram para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein que neste ano completará 100 anos de sua ocorrência.

Novamente eu desejo sempre que essa publicação seja útil ferramenta para todos(as) aqueles amigos(as) que, que fazem da astronomia uma festa e uma inspiração constante, peço ainda que disseminem essas efemérides no âmbito de suas respectivas associações, clubes, grupos, núcleos, observatórios e planetários; endereços certeiros em que a ciência astronômica e sua prática observacional é uma constante.

Por oportuno, aproveito esta oportunidade desejar a todos, votos de muita saúde, paz, harmonia e prosperidade.

Um grande e fraterno abraço,

Antônio Rosa Campos
"Aquele que não comunica aos outros o que conhece perece com a murta do deserto, cujo perfume se perde para todos... Até o último dia então serei inteiramente da ciência e dos meus semelhantes." François Arago

O asteroide (24) Themis em 2019!


Em 14 de janeiro próximo, o asteroide Themis estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.473), quando então sua magnitude chegará a 10.7, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias. 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 24 Themis foi descoberto em 05 de abril de 1853 pelo astrônomo amador italiano Annibale De Gaspari (1819 - 1892) no Observatório de Nápoles. Seu nome é uma alusão à deusa da justiça. Têmis filha do céu e da terra. Este nome foi proposto pelo astrônomo italiano Angelo Secchi (1818 - 1878) pioneiro da espectroscopia estelar (MOURÃO, 1987).

Annibale de Gasparis teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera de impacto de 30 Km de diâmetro e 1,08 Km de profundidade, localizada nas coordenadas selenográficas LAT: 25° 54' 00 S e LON: 050° 42' 00 W, foi nomeada oficialmente em 1935 como DE GASPARIS pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Também o sistema de canais de origem tectônica, conhecido com Rimae de Gasparis (93 Km de comprimento e coordenadas selenográficas LAT: 24° 36' 00" e LON: 051°06' 00") foi nomeado pela IAU em 1964, em sua homenagem.

Diretor do Osservatorio Astronomico di Capodimonte (IAU Code 044), em Nápoles de 1864 até 1889, em 1851 foi agraciado com a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society, sendo ainda laureado om o Prêmio Lalande, em 1851 e 1852. O asteróide "4279 De Gasparis", pertencente ao cinturão principal e descoberto em 1982 pelo Osservatorio San Vittore (IAU Code 552) de Bolonha, foi nominado em sua homenagem. 

O Observatório Lunar Vaz Tolentino fotografou a cratera DE GASPARIS, a Rimae De Gasparis e sua região, com apenas 1 frame, em 10 de junho de 2014 às 00:09:34 UT. Essa imagem poderá ser vista em: http://vaztolentino.com/conteudo/824-Cratera-DE-GASPARIS

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

3 = Na carta celeste acima apresentada, encontra-se estacada ainda a presença do asteroide (270) Anahita, sua Magnitude Visual e estimada em 11.8, portanto também acessível a instrumentos de médio porte.

Referências:

- MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2019. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2018. 197p. Disponível em: < http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2019.pdf> Acesso em 02 Dez 2018.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:  <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.



- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://vaztolentino.com/conteudo/824-Cratera-DE-GASPARIS> - Acesso: 13 Nov. 2017.

A ocultação de 2UCAC 33013497 por (6) Hebe em 03 de dezembro 2018

Na madrugada de 03 de dezembro próximo, o asteroide (6) Hebe, ocultará a estrela 2UCAC 33013497 de magnitude 12.3 na constelação de Monoceros, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).


Regiões de Abrangência

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento na fase noturna, terá uma excelente visibilidade na América do Sul, sendo que o início iniciar-se-á junto à costa da África na fase diurna percorrendo o oceano Atlântico Sul no sentido leste oeste adentrando ao continente americano pela região litorânea do Brasil; este fato deixa o continente africano numa posição desfavorável ao registro desta observação onde o Sol obviamente, já se encontrará acima do horizonte.

A figura 2 (Google, 2017) indica que o início da projeção da sombra na América do Sul, recairá sobre a região do oceano Atlântico junto à costa do Brasil entre as regiões do extremo sul do Mato Grosso do Sul, região central do Paraná, norte de Santa Catarina e extremo sul de São Paulo, atravessando toda essa região até a fronteira com a Argentina (cidade de Comandante Andresito na Província de Misiones) e do Paraguai (Ciudad del Este no extremo leste do país); percorre ainda região do extremo sul da Bolívia, novamente o norte da Argentina  e o norte Chile (região do deserto de Atacama) e terminará no oceano pacífico próximo a região da Polinésia Francesa. Sendo assim, toda essa região torna-se muito favorável para as observações deste fenômeno.


Uma vez na superfície deste continente, a sombra recairá sobre as seguintes regiões: Brasil (Mato Grosso do Sul): Eldorado, Iguatemi, Japorã, Mundo Novo, Paranhos e Tacuru; (Paraná): Altônia, Arapoti, Araucária, Assis Chateaubriand, Barbosa Ferraz, Borrazópolis, Cafelândia, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Mourão, Candói, Capanema, Carambeí, Cascavel, Castro, Chopinzinho, Cruzeiro do Oeste, Curitiba, Céu Azul, Dois Vizinhos, Espigão Alto do Iguaçu, Faxinal, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Guaraqueçaba, Guaraniaçu, Guarapuava, Guaratuba, Guaíra, Imbituva, Inácio Martins, Ipiranga, Ivaiporã, Jaguariaíva, Mamborê, Marechal Cândido Rondon, Matelândia, Matinhos, Morretes, Ortigueira, Palmeira, Palotina, Paulo Frontin, Pinhão, Pitanga, Planalto, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Prudentópolis, Rio Azul, Salto do Lontra, Sulina, Tibagi, Telêmaco Borba, Tibagi, Toledo, Umuarama, Vera Cruz do Oeste e Virmond; (Santa Catarina): Canoinhas, Garuva, Joinville, Mafra e São Francisco do Sul e (São Paulo):  Apiaí, Bom Sucesso de Itararé, Eldorado, Itapirapuã Paulista, Cananéia e Registro. Argentina: Puerto Iguazú e Comandante Andresito, Madrejones, Jujuy, San Pedro e San Salvador de Jujuy. Bolívia: Quetena Chico e Bermejo. Paraguai: Arroyos y Esteros, Asunción, Ciudad del Este, Concepcíon, Coruguatí, Pozo Colorado, San Alberto e San Estanislao e Chile: Antofagasta, Calama, Michila, San Pedro de Atacama, Sierra Gorda e Tocopila.

(6) Hebe e 2UCAC 33013497

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0,04 2.57 magnitude, chegando a 8.7 igualando a de (6) Hebe num período de tempo máximo estimado em 26,9 segundos; em sua oposição que ocorrerá em 27 ainda deste mês, (6) Hebe deverá estar com uma magnitude visual estimada em 8.5 entre as constelações de Monoceros e Orion.

6 Hebe foi descoberto em 01 de julho de 1847 pelo astrônomo amador alemão Karl Ludwig Hencke (1793 - 1866) no Observatório de Dricsen. Seu nome é uma homenagem à deusa da juventude, Hebe, filha de Júpiter e Juno. Hércules a esposou no céu. O nome foi proposto pelo astrônomo Gauss. (MOURÃO, 1987).

Muito pouco se sabe sobre 2UCAC 33013497 que embora se encontre na constelação de Monoceros, poderá ser facilmente localizadas se utilizarmos como referência a estrelas: 18 Mon de magnitude 4.4 uma estrela gigante alaranjada de classe e tipo espectral K0+IIIaBa0.2, conforme carta de busca apresentado na figura 3.


Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação astrométricas da Missão Gaia (http://www.cosmos.esa.int/gaia)  são: AR: 06 46 28.8569  Decl: +03 30 51.116 respectivamente.

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: < http://www.asteroidoccultation.com/2018_12/1203_6_57322_Summary.txt> - Acess in: 25 June 2017.

- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Aladin Sky Atlas. Available in: <http://cdsportal.u-strasbg.fr/?target=2UCAC 33013497> - Acess in 28 June 2017.

- Google Maps/Google Earth; Path <Occultation of 2UCAC 33013497 by (6) Hebe on 2018 Dec 03> Feature: <20181203_57322.kmz> Acess in: 21 Mar. 2018.

A ocultação de TYC 0152-01975-1 por (6) Hebe em 05 de dezembro 2018


Na madrugada de 05 de dezembro próximo, o asteroide (6) Hebe, ocultará a estrela TYC 0152-01975-1 de magnitude 9.9 na constelação de Monoceros, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).


Regiões de Abrangência

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento ainda na fase noturna, terá uma excelente visibilidade na América do Sul, sendo que o início iniciar-se-á junto à costa do continente africano, entretanto durante a fase diurna; este fato deixa aquele continente numa posição desfavorável ao registro desta observação onde o Sol obviamente, já encontrar-se-á acima do horizonte.

Pela análise da figura 1 acima apresentada podemos mencionar que o início teórico da projeção da sombra, recairá sobre o território Malgaxe atravessando o canal de Moçambique na porção do oceano Índico situado entre a costa da África Oriental e Madagáscar e região austral junto à costa de Angola daquele continente. 

A figura 2 (Google, 2017) apresentada abaixo indica que uma vez recaindo sobre o oceano Atlântico. Não encontrando terra firme e na fase noturna ela chegará ao continente sul-americano junto à região nordeste do Brasil no sentido leste oeste, cortando assim também a região norte do país. Ela abrangerá ainda o Sul da Colômbia, o extremo norte do Peru e a região central do Equador fazendo da cidade de Quito um ponto privilegiado neste continente muito favorável para as observações deste fenômeno.


Uma vez na superfície deste continente, ela atravessará as seguintes localidades: Brasil: (Rio Grande do Norte) Alexandria, Almino Afonso, Apodi, Ares, Açu, Bom Jesus, Caicó, Caraúbas, Currais Novos, Florânia, Jardim do Seridó, Monte Alegre, Natal, Nova Cruz, Parelhas, Parnamirim, Pau dos Ferros, Pedro Avelino, Riachuelo, Santa Cruz, Serra Caiada, Serrinha dos Pintos, São Gonçalo do Amarante, São Miguel e Triunfo Potiguar; (Paraíba) Alhandra, Araçagi, Areia, Cajazeiras, Campina Grande, Catolé do Rocha, Gurinhém, João Pessoa, Lagoa, Nova Floresta, Patos, Picuí, Rio Tinto, Sapé, Soledade, Solânia, São João do Rio do Peixe, Taperoá e Teixeira; (Ceará) Acopiara, Aiuaba, Altaneira, Aurora, Cariús, Cedro, Crateús, Iguatu, Independência, Iracema, Jaguaretama, Milhã, Menierolândia, Orós, Parambu, Piquet Carneiro, Quixeramobim e Tarrafas; (Tocantíns) Augustinópolis, Buriti do Tocantins, São Miguel, e Sítio Novo; (Maranhão), Amarante do Maranhão, Bacabal, Barra do Corda, Buriti Bravo, Cabeça, Codó, Colinas, Dom Pedro, Imperatriz, Presidente Dutra e Trizidela do Vale; (Pará) Altamira, Fortaleza, Itaituba, Jacundá, Marabá, Rurópolis e Tucuruí; (Amazonas) Boa Vista do Ramos, Itacoatiara e Manaus. Colômbia: Barranquilla, El Encanto, Manduca, Guacaya, Mirití-Paraná, La Chorrera, La Pedrera, Puerto Alegría, Puerto Arica, Puerto Caimán, Puerto Santander, Puerto Toro, Puerto Pupuna, Puerto Lopez, San Agustin, Santa Rosa, Santa Rosa Menaje, El Encanto, Soledad e Tagna. Peru: Cabo Pantoja, Gueppi, Torres Causana e Angoteros. Equador: Ambato, Balzar, Chone, El Carmen, Francisco de Orellana, Quevedo, Quinindé, Quito, Jipijapa, Latacunga, Manta, Nueva Loja, Otavalo, Pedernales, Penipe, Pifo, Portoviejo, Puyo, Sangolqui, Santo Domingo, Tena, Tosagua e Velasco Ibarra.

E importante mencionar que uma vez projetada sobre a região do Oceano Pacífico (ainda no hemisfério Sul) a sombra recairá também o conjunto das Ilhas Galápagos no limite sul, abrangendo as seguintes ilhas: Baltra, Bartolome, Daphne Mayor e Daphne Menor, Fernandina, Pinta, Pinzón, Marchena, Mosquera, Rábida, Santiago, Seymour Norte e Sombrero Chino.

(6) Hebe e TYC 0152-01975-1

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0.31 magnitude, chegando a 8.7 igualando a de (6) Hebe num período de tempo estimado em 25.0 segundos; em sua ultima oposição ocorrida em 12 de junho de 2016, (6) Hebe encontrava-se com uma magnitude visual estimada em 11.82 na constelação de Ophiuchus.

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 6 Hebe foi descoberto em 01 de julho de 1847 pelo astrônomo amador alemão Karl Ludwig Hencke (1793 - 1866) no Observatório de Dricsen. Seu nome é uma homenagem à deusa da juventude, Hebe, filha de Júpiter e Juno. Hércules a esposou no céu. O nome foi proposto pelo astrônomo Gauss. (MOURÃO, 1987).

Muito pouco se sabe sobre TYC 0152-01975-1 que se encontra na constelação de Monoceros e poderá ser facilmente localizada se utilizarmos como referência o aglomerado aberto NGC 2270 de magnitude 10.0, conforme carta de busca apresentado na figura 3.


Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação astrométricas da Missão Gaia (http://www.cosmos.esa.int/gaia)  são: AR: 06 45 03.1855  Decl: +03 34 00.865 respectivamente.

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: <http://www.asteroidoccultation.com/2018_12/1205_6_57340_Summary.txt> Acess in 25 June 2018.

- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Aladin Sky Atlas. Available in: <http://cdsportal.u-strasbg.fr/?target=TYC 0152-01975-1> - Acess in 28 June 2017.

A ocultação de Albaldah (Pi Sagittarii) pela Lua em 09 de dezembro 2018


Em 09 de dezembro próximo, novamente este ano a Lua + 6% iluminada e uma elongação solar de 29°, ocultará a estrela Albaldah (Pi Sagittarii) de magnitude 2.8 e tipo espectral F2II (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado em uma boa parte da superfície terrestre.



Desta forma, os observadores localizados na região austral da América do Sul, poderão acompanhar as fases de desaparecimento e reaparecimento dessa estrela, conforme apresentado na tabela 1.
  


Circunstâncias Gerais de visibilidade no Brasil

Não podemos deixar de mencionar ainda que além das localidades mencionadas na tabela 1, este evento também será visível em outras localidades do Brasil. Assim sendo, encontra-se disponível (figura 2 - Ilustrativa) para download no link: https://goo.gl/crEUTd as condições de desaparecimento e reaparecimento para 615 municípios localizados nas regiões nordeste, sudeste, sul e centro oeste do Brasil.
  


Uma vez atravessando grande porção do oceano pacífico em seu período diurno, observadores localizados nas Ilhas Cook (Oceania), poderão acompanhar o evento de Reaparecimento desta estrela conforme apresentado na tabela 2.


Além das circunstâncias de gerais de visibilidade e também de desaparecimento e reaparecimento acima mencionadas, abaixo apresentamos o mapa global (figura 3) com a faixa de visibilidade do fenômeno a qual abrange as respectivas regiões, ilhas e reservas naturais localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico em sua porção sul.


Pi Sagittarii

A designação de Bayer para Pi Sagittarii e ainda 41 Sgr para o número de Flamsteed (figura. 4) indica tratar-se de um sistema triplo (STELLE DOPPIER, 2018). São também designações para essa estrela: HR 7264, BD-21 5275, HD 178524, SAO 187756, FK5 720 e ZC 2797 (WDS, 2014).
  


Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acesso em: 28 Abr. 2016.

- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

- Stelle Doppier - (Double Star Database). Available in: < http://stelledoppie.goaction.it/index2.php?iddoppia=79285> Acesso em: 23 Jan. 2018.

A ocultação de Hyadum II (delta 1 Tau) pela Lua em 21 de dezembro 2018

Em 21 de dezembro próximo a Lua +96% iluminada e uma elongação solar de 158°, ocultará a estrela Delta1 Tau (Hyadum II) de magnitude 3.7 e tipo espectral K0III (Figura 1). Proporcionando um belo espetáculo aos observadores munidos com pequenos instrumentos óticos como: binóculos, lunetas e telescópios; esse evento poderá ser observado na África, América Central, Ilhas ao sul da Península Ibérica, sul da América do Norte e parte da América do Sul.



Desta forma, os observadores localizados no Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gana, Níger, Nigéria, Senegal e Togo. poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 1.


Os observadores localizados em Aruba, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba, Ilhas Cayman, Rep. Dominicana, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Panamá, Porto Rico, São Cristóvão e Nevis, Trinidad e Tobago, poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 2.


Já os observadores localizados nas ilhas oceânicas da Península Ibérica (Las Palmas e Funchal) poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 3.


Os observadores localizados ao sul da América do Norte (Flórida) poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 4.
  

  
Já os observadores localizados ao norte do Brasil, Colômbia, Equador, Peru, Suriname e Venezuela, poderão acompanhar os eventos de Desaparecimento e Reaparecimento desta estrela, conforme apresentado na tabela 5.


Abaixo apresentamos o mapa global (figura 2) com a faixa de visibilidade do fenômeno a qual abrange ilhas e demais reservas naturais localizadas nos oceanos Atlântico e Pacífico.


Delta-1 Tauri

Hyadum II é uma estrela amarelo alaranjada que pertence ao aglomerado aberto Melotte 25 (Mel 25) mais conhecido como Hyades. Isto faz com que ela tenha uma distância ao Sol estimada em apenas 155 anos-luz. Conforme podemos ainda observar na figura 3 abaixo, ela e uma estrela suspeita de variabilidade (NSV 1582) (AAVSO, 2018) fazendo parte de um sistema múltiplo de estrelas (WDS, 2018).


Sites recomendados:

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Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987, 914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acesso em: 28 Abr. 2016.

- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Available in: <http://simbad.u-strasbg.fr/simbad/sim-id?Ident=SAO+187504&submit=submit+id> - Acess in: 24 Jan. 2018.

- AAVSO Home (VSX) Index 40206. Available in: <http://www.aavso.org/vsx/index.php?view=detail.top&oid=40206> - Acess in: 14 March 2018.

- WDS Washington Double Star Catalog: Epoch 2014.01. Disponível em: <http://www.handprint.com/ASTRO/>. Acesso em: 10 set. 2014.

- Stelle Doppier - (Double Star Database). Available in: < http://www.stelledoppie.it/index2.php?iddoppia=15147> Acesso em: 14 March. 2018.

O Eclipse Total do Sol em 02 de julho 2019.

Antônio Rosa Campos Em 02 de julho próximo ocorrerá o terceiro eclipse de 2019, sendo que nesta oportunidade o eclipse será total e vis...