sábado, 1 de setembro de 2018

A oposição de Netuno em 07 de setembro 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Certamente que um post sobre a oposição desse longínquo e ainda perquirido planeta do Sistema Solar, não deixará de mencionar que após a sua descoberta ele completou somente uma volta em torno do Sol, o que ocorreu em 2011 (CAMPOS, 2011). Netuno nesta época então estará com sua magnitude visual estimada em 7.8 conforme apresentado nas suas efemérides na tabela 1 abaixo podendo ser localizado na constelação de Aquarius muito próximo a um conjunto de estrelas brilhantes conforme podemos apreciar na carta celeste ilustrativa (figura. 1) daquela região celeste.
  

 


O Planeta

Netuno é o planeta mais externo no sistema solar e um digno representante dos gigantes gasosos; seu diâmetro equatorial possui 49.500 quilômetros; a história da descoberta deste planeta remonta as pequenas irregularidades no movimento observado de Urano e Netuno, estes descobertos em 13 de março de 1781 por William Herschel e em 23 de setembro de 1846 por Johann Gottfried Galle e também e Louis d'Arrest no Observatório de Berlim, após as análises matemáticas feitas por Urbain Jean Joseph Le Verrier.

Nesta oportunidade ele estará a uma distância da Terra de 28.9330277 u.a (4.328.319.334 Km), distância essa considerável, até mesmo porque sua distância luz estará estimada em cerca de 4h 00m 37.7s. Você pode utilizar as efemérides que se encontram publicada no Almanaque Astronômico Brasileiro de 2018 (figura 2 – ilustrativa), fazendo gratuitamente o download no seguinte link: https://goo.gl/kniuMW


Importância

As oposições planetárias são uma fantástica oportunidade para que todos os observadores busquem detalhes observacionais, uma vez que poderão ser registradas mudanças interessantes no planeta. Neste caso e por tratar-se de um planeta tão longínquo apresentando seu diâmetro equatorial de apenas 2.32 segundos de arco, uma situação bem interessante para os proprietários de pequenos instrumentos será buscar a identificação de seu disco planetário em meio as estrelas da constelação de Aquarius. Desta forma desejo a todos uma boa jornada observacional.

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- __________, Sky and Observers, Disponível em: <https://goo.gl/2sXgio> Acesso: 21  Fev 2018.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:   <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

A ocultação de 2UCAC 19726618 por (29) Amphitrite 28/29 de setembro 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Na noite de 28 para 29 de setembro próximo, o asteroide (29) Amphitrite, ocultará a estrela 2UCAC 19726618 de magnitude 12.5 na constelação de Ophiuchus, proporcionando uma rara oportunidade da realização do registro deste tipo de fenômeno aos observadores localizados em sua região de abrangência (Figura 1) apresentada abaixo (PRESTON, 2017).



Regiões de Abrangência

Numa rápida análise da figura acima, podemos observar que o evento ocorrerá na fase noturna do dia, apresentando uma excelente visibilidade na América do Sul, sendo que o início da fase crepuscular matutina iniciar-se-á no oceano pacífico.

A figura 2 (Google, 2017) indica que o início da projeção da sombra, recairá sobre a região do oceano pacifico junto à costa do Peru e terminará no oceano atlântico, sendo assim, toda essa região da América do Sul torna-se muito favorável para as observações deste fenômeno.


Uma vez na superfície deste continente, ela recairá sobre as seguintes regiões: Peru: Huancayo, Lima e Pisco e região norte do Brasil: Amapá; Macapá e Santana; Pará; Oriximiná, Santana, Santarém e Óbidos; Amazonas: Boa Vista do Ramos, Boca do Acre, Entre Rios, Humaitá, Itacoatiara e Lábrea e Acre: Brasiléia, Progresso, Manoel Urbano, Rio Branco e Sena Madureira.

(29) Amphitrite e 2UCAC 19726618

No caso desta ocultação, a luz combinada do asteroide e da estrela cairá em 0.27 magnitude, chegando a 11.1 igualando a de (29) Amphitrite num período de tempo estimado em 10.3 segundos; em sua ultima oposição ocorrida em 15 de junho último, (29) Amphitrite encontrava-se com uma magnitude visual estimada em 9.5 na constelação de Scorpius.

Em 1981 Edward F. Tedesco e Robert E. Sather do Lunar and Planetary Laboratory da University of Arizona, publicaram dados fotométricos de UBV e análises das curvas de luz observadas entre março de 1956 e maio de 1977, com a finalidade de obtenção de fase de um coeficiente linear de 0,030 = / - 0.002. Segundo a publicação Amphitrite é um objeto interessante para estudos posteriores, pois é o melhor exemplo conhecido de um grande asteroide com uma superfície muito áspera e/ou variada.

Em 1985 esse asteroide foi previamente selecionado para um sobrevoo, aproveitando a oportunidade do lançamento da sonda Galileo, entretanto essa missão não se realizou (BEGGS, 2014).

Muito pouco se sabe sobre 2UCAC 19726618 que embora se encontre na constelação de Ophiuchus, poderá ser facilmente localizadas se utilizarmos como referências a estrela: 3 Sgr, uma variável que apresenta amplitude máxima 4.24 e mínima de 4.84, num período de 7.01225 dias, classe e tipo especial F7II, conforme carta de busca apresentado na figura 3.



Suas coordenadas equatoriais (ascensão reta e declinação astrométricas da Missão Gaia (http://www.cosmos.esa.int/gaia)  são: AR: 17 38 21.8140  Decl: -29 03 51.272 respectivamente.

Segundo o observador brasileiro Antonio Padilla Filho (REA/Brasil), o registro das ocultações por observadores não-profissionais não tem muitos adeptos no nosso país. O campo é fértil para a produção de dados precisos se forem utilizados equipamentos adequados, que hoje estão ao alcance de qualquer pessoa que tenha interesse e o mínimo de recursos (PADILLA FILHO, 2016).

Sites recomendados:

"Como observar"
"formulário de reporte"
(ocultações de estrelas por asteroides).

No Facebook:

“Ocultações Astronômicas”.

Este grupo destina-se à divulgação e discussão de eventos astronômicos na área de 'Ocultações'. Ocultações de estrelas e planetas pela Lua, ocultações de estrelas por asteroides e as técnicas empregadas para o registro destes eventos.

Boas Observações!

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- PADILLA FILHO, Antonio. Sky and Observers, A ocultação de TYC 5667-00417-1 por 236 Honoria. Disponível em: http://goo.gl/l7n3Z8, Acesso em 22 maio 2017.

- HERALD, Dave. Occult4 v4.1.0.27 (24 March. 2014) Uptade v4.2.0 available in: <http://www.lunar-occultations.com/occult4/occultupdate.zip> Acess in 21 Abr. 2017.

- PRESTON, Steve. (Steve's Asteroid Occultation Index Page) Availabe in: < http://www.asteroidoccultation.com/2018_09/0929_29_56632_Summary.txt> - Acess in: 25 June 2017.

- SCHMADEL, Lutz D. Astronomical Notes. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/asna.2113070604/abstract> - Acesso em 04 mai. 2014.

- BEGGS, James M. JPL/NASA, Press Release #1062. Disponível em: <http://www.jpl.nasa.gov/releases/80s/release_1985_1062.html> - Acesso em 04 mai. 2014.

- FERNIQUE, Pierre. Centre de Données astronomiques de Strasbourg [CDS]: Aladin Sky Atlas - Acess in:  Acess in: 28 June 2017.

O asteroide (46) Hestia em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 28 de outubro próximo, o asteroide Hestia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.872), quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.




Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 46 Hestia foi descoberto em 16 de agosto de 1857 pelo astrônomo pelo astrônomo inglês Norman Robert Pogson (1829- 1891) no Observatório de Oxford. Seu nome é uma alusão à deusa grega do Lar, filha mais velha de Cronos e Réia, irmão de Zeus (Júpiter) e Hera (Juno), que obteve o dom de permanecer sempre virgem. Deusa doméstica por excelência, e às vezes equiparada à romana Vesta. Héstia (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

3 = Na carta celeste acima apresentada, encontra-se estacada a presença do asteroide (767) Bondia também em oposição nesta data, sua Magnitude Visual e estimada em 13.6, portanto também acessível a instrumentos de médio porte.

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:  <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

- IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (43) Ariadne em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 13 de outubro próximo, o asteroide Ariadne estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = +0.167), quando então sua magnitude chegará a 10.3, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.


 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 43 Ariadne foi descoberto em 15 de abril de 1857 pelo astrônomo pelo astrônomo inglês Norman Robert Pogson (1829 - 1891) no Observatório de Oxford. Seu nome é uma alusão à filha de Minos, mitológico rei de Creta, Ariadna. (MOURÃO, 1987).

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:  <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

- IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

O asteroide (63) Ausonia em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 07 de outubro próximo, o asteroide Ausonia estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.063), quando então sua magnitude chegará a 10.5, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.


 

Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 63 Ausonia foi descoberto em 10 de fevereiro de 1861 pelo astrônomo italiano Annibale de Gasparis (1819-1892) no Observatório de Capadimonte, Nápoles. Seu nome é homenagem de Capocci aos ausônios, primeiros habitantes da Itália. Os ausônios eram, segundo a lenda, descendentes de Ausônio, um filho de Ulisses e Calipso, que governou a Península itálica. O asteroide, a princípio, teve a denominação de Itália. (MOURÃO, 1987).

Annibale de Gasparis teve seu nome imortalizado na superfície lunar, quando uma cratera de impacto de 30 Km de diâmetro e 1,08 Km de profundidade, localizada nas coordenadas selenográficas LAT: 25° 54' 00? S e LON: 050° 42' 00? W, foi nomeada oficialmente em 1935 como DE GASPARIS pelo Working Group for Planetary System Nomenclature (WGPSN), da International Astronomical Union (IAU). Também o sistema de canais de origem tectônica, conhecido com Rimae de Gasparis (93 Km de comprimento e coordenadas selenográficas LAT: 24° 36' 00" e LON: 051°06' 00") foi nomeado pela IAU em 1964, em sua homenagem.

Diretor do Osservatorio Astronomico di Capodimonte (IAU Code 044), em Nápoles de 1864 até 1889, em 1851 foi agraciado com a Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society, sendo ainda laureado om o Prêmio Lalande, em 1851 e 1852. O asteróide "4279 De Gasparis", pertencente ao cinturão principal e descoberto em 1982 pelo Osservatorio San Vittore (IAU Code 552) de Bolonha, foi nominado em sua homenagem.

O Observatório Lunar Vaz Tolentino fotografou a cratera DE GASPARIS, a Rimae De Gasparis e sua região, com apenas 1 frame, em 10 de junho de 2014 às 00:09:34 UT. Essa imagem poderá ser vista em: http://vaztolentino.com/conteudo/824-Cratera-DE-GASPARIS

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).

3 = Na carta celeste acima apresentada, encontra-se estacada a presença do asteroide (917) Lyka também em oposição nesta data, sua Magnitude Visual e estimada em 13.2, portanto também acessível a instrumentos de médio porte.


Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:  <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

- IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

- TOLENTINO, Ricardo J. Vaz; (VTOL) Disponível em: <http://vaztolentino.com/conteudo/824-Cratera-DE-GASPARIS> - Acesso: 13 Nov. 2017.

O asteroide (93) Minerva em 2018

Antônio Rosa Campos
arcampos_0911@yahoo.com.br
CEAMIG – REA/Brasil – AWB


Em 30 de setembro próximo, o asteroide Minerva estará com seu posicionamento favorável às observações (fase da Lua = -0.756), quando então sua magnitude chegará a 11.4, portanto dentro dos limites de magnitudes observáveis de instrumentos óticos de médio porte. A tabela abaixo apresenta suas efemérides e bem como uma carta celeste ilustrativa, objetivando sua localização nos próximos dias.
  


Como demonstra seu número em ordem de nomeação indicado acima entre parênteses, 93 Minerva foi descoberto em 24 de agosto de 1867 pelo astrônomo pelo astrônomo norte-americano James Graic Watson (1838 - 1880), no Observatório de Ann-Arbor. Seu nome é uma homenagem à minerva, uma das três divindades romanas de origem etrusca, personificação dos pensamentos elevados, das letras, das artes, das músicas, da sabedoria e da inteligência e equiparada à Palas-Atena grega. (MOURÃO, 1987).

(93) Minerva, um asteroide triplo

Este e um asteroide do tipo C, pois contem um alto teor de carbono; este tipo de asteroide tem espectros muito semelhantes aos condritos carbonáceos. Esta composição química é aproximadamente a mesma que o Sol e a nebulosa solar primitiva, exceto que eles não contêm hidrogênio, hélio e outros voláteis possuindo albedos extremamente escuros, necessitando dessa forma de telescópios de boa abertura para sua observação (SIMONSEN, 2009).

A história da descoberta dos companheiros de (93) Minerva foi uma questão de sorte quando em 16  de agosto de 2009, os astrônomos Franck Marchis, Pascal Descamps, Jerome Berthier e Frédéric Vachier usando um conjunto de observações do sistema de óptica adaptativa do W.M. Keck telescope (Mauna Kea, Hawaii) identificaram dois objetos provisoriamente identificados como: 2009 (93) 1 e S/2009 (93) 2. Um estudo publicado em 2013 (Icarus 05/2013) revelou que esses satélites tem um diâmetro estimado em 2 e 5 km e orbitam seu primário (93) Minerva a 375 e 625 km respectivamente.

Em 17 de dezembro de 2013 ainda, a M.P.C. 85284 do Minor Planet Center, publicou os respectivos nomes de Aegis para o satélite S/2009 (93) 1 e Gorgoneion para o satélite S/2009 (93) 2 (MARCHIS, 2013). Aegis era um escudo mágico usado pela deusa Minerva (ou Athena), com a cabeça de Medusa, e que poderia paralisar qualquer um dos seus inimigos; já gorgoneion era um poderoso amuleto mágico, mostrando a cabeça do gorgon, que foi usado por Minerva (Athena) e usado como um pingente protetor (IAU, 2013).

Notas:
1 = (ua)* Conforme a Resolução da IAU 2012 B2, acolhendo proposta do grupo de trabalho “Numerical Standards for Fundamental Astronomy”, redefiniu-se a unidade astronômica de comprimento correspondendo à distância media da Terra ao Sol equivalendo assim a 149.597.870.700 metros, devendo ser representada unicamente por au (“astronomical unit”) OAM (2015).

2 = As coordenadas equatoriais ascensão reta e declinação (J2000.0) são apresentadas no formato HH:MM:SS (hora/grau, minuto e segundo).


Referências:

MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica. Rio e Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1987,  914P.

- CAMPOS, Antônio Rosa. Almanaque Astronômico Brasileiro 2018. Belo Horizonte: Ed. CEAMIG (Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais), 2017. 136p. Disponível em: < https://goo.gl/kniuMW> Acesso em 02 Dez 2017.

- CHEVALLEY, Patrick. SkyChart / Cartes du Ciel - Version 3.8, March. 2013. Disponível em:  <http://ap-i.net/skychart/start?id=en/start>. - Acesso em: 26 Nov. 2015.

- OAM (IAG-USP) - http://www.observatorio.iag.usp.br/index.php/mencurio/curiodefin.html - Acesso em 18 Ago. 2015.

- IAU (MPC). http://www.minorplanetcenter.net/iau/lists/NumberedMPs000001.html - Acesso em 04 Mai. 2014.

- SIMONSEN, Mike. (Mike Simonsen's stellar astronomy blog). Available in <http://simostronomy.blogspot.com.br/2009/08/93-minerva-is-triple-asteroid.html> Acess in 10 July. 2013.

- MARCHIS, Franck. Cosmic Diary (Franck Marchis Blog). Available in: <http://cosmicdiary.org/fmarchis/2013/12/20/asteroid-minerva-finds-its-magical-weapons-in-the-sky/> Acess in: 20 Jan. 2017.

- IAU (MPC) Smithsonian Astrophysical Observatory, Cambridge, MA 02138, U.S.A. Available in: <http://www.minorplanetcenter.net/iau/ECS/MPCArchive/2013/MPC_20131217.pdf> Acess in: 20 Jan. 2017.

A ocultação de Deneb Algedi (Delta Capricornii) pela Lua em 28 de abril 2019.

Antônio Rosa Campos Em 28 de abril próximo a Lua -36% iluminada e uma elongação solar de 74°, ocultará a estrela Delta Capricorni (Dene...